
Dona Mariazinha havia acabado de preparar a mesa e agradecer a Deus pelo alimento, mas não tinha nada para
colocar nos pratos para seus cinco filhos com fome. Foi quando ouviu três
batidas na porta, no meio de uma tempestade, no meio da floresta
amazônica, numa casa onde ninguém deveria estar batendo porque simplesmente não tinha como chegar ali
naquela chuva. Mariazinha abriu a porta tremendo e viu um homem acompanhado de
duas pessoas paradas debaixo da chuva torrencial. Ele olhou diretamente nos olhos dela e disse: “Eu vim trazer o que
você pediu.” 20 minutos depois, quando a filha dela de 7 anos correu em direção
dele na chuva para agradecer, algo impossível aconteceu e marcou para
sempre a vida daquela família. Antes de eu contar cada detalhe desse milagre,
diga nos comentários de onde você está assistindo e diga: Jesus passou por
aqui, Urucará, interior do Amazonas, baixo Amazonas, para [música] ser mais
exato. um lugar tão isolado que você levava dois dias [música] inteiros de
barco para chegar em Manaus, subindo o rio negro, [música] passando por comunidades ribeirinhas que mal tinham
10 casas, atravessando trechos [música] onde a floresta era tão fechada dos dois lados que parecia que o rio era um túnel
verde. Dois dias, [música] e isso se o rio estivesse bom e o motor não quebrasse. Não tinha estrada, não tinha
Urucará: o fim do mundo no Amazonas
telefone, não tinha carro e nem vizinho próximo. [música] Não tinha como fugir
rápido se algo desse errado. Se você precisasse de ajuda, a única coisa que
você [música] podia fazer era orar, porque não tinha mais ninguém por perto. Era ali, naquele fim de mundo, esquecido
por [música] gente, mas não esquecido por Deus, que a família de Mariazinha morava. Eles eram missionários. Tinham
ido para aquele [música] lugar quando a cidade tinha apenas cinco crentes. Cinco
pessoas que se juntavam debaixo de uma árvore para cantar hinos, enquanto os vizinhos jogavam água suja [música] e
riam. Mas aquela família não desistiu. Eles acreditavam que Deus os tinha
chamado. E quando Deus chama, você vai. E uma igrejinha foi nascendo ali. A casa
deles ficava no meio do mato. E quando eu digo meio do mato, [música] eu não
estou exagerando. Você saía da porta e já estava cercado de floresta. A estrada
quando chovia virava um lamaçal que [música] engolia a bota até o joelho.
Tinha dia que era impossível sair de casa. A casa era de madeira velha,
[música] metade coberta com telhas, metade coberta com palha, que precisava ser trocada [música] todo ano. As
paredes eram de barro socado, o chão era terra batida, não era bonita, [música]
não era confortável, mas era um lar, um lar cheio de fé, de oração, [música] de
hinos cantados de manhã cedo e de crianças correndo descalças pelo terreiro. E tinha perigo, perigo real.
Aquela região tinha [música] tribos indígenas que não eram amigáveis. Não estou falando de índios integrados.
Estou falando de tribos isoladas, tribos [música] que viam qualquer pessoa de fora como
ameaça. O pastor anterior, que tinha [música] tentado evangelizar ali, teve o filho morto por índios. Então, [música]
quando alguém se aproximava da casa de noite, o medo era real, não [música] era paranoia, era sobrevivência. Mariazinha
e o marido tinham cinco filhos. [música] Cinco crianças pequenas, barulhentas,
cheias de energia. [música] A mais velha tinha 7 anos e já ajudava a mãe a cuidar
dos menores. Ela era esperta, observadora e carregava uma fé pura
A família missionária
[música] que só criança tem. Acreditava em anjos, acreditava em milagres,
acreditava que Deus escutava quando ela orava antes de dormir. A caçula ainda
mamava. Andava pela casa agarrada numa mamadeira vazia, como [música] se fosse
um brinquedo favorito. Quando a lata de leite estava cheia, ela chacoalhava e
ria do barulho. Quando estava vazia, [música] ela chorava. O marido de Mariazinha, um homem de oração e
coragem, trabalhava na roça durante o dia e pregava à noite. Ele tinha mãos
calejadas de [música] tanto plantar mandioca e carregar madeira, mas também tinha um coração mole para as coisas de
Deus. Quando ele orava, parecia que o céu se abria. E quando pregava, as pessoas
sentiam algo diferente. A vida era difícil, mas era cheia de propósito. Até
que chegou o dia em que ele precisou viajar. [música] Ele tinha sido chamado para ir até Manaus, receber a credencial
de pastor. Era o reconhecimento [música] oficial do ministério que ele já exercia
na prática. Era uma grande honra vindo de Deus, [música] mas a viagem custava
caro, muito caro, e o dinheiro que eles tinham guardado para o mês inteiro mal
cobria a passagem de barco. E ele decidiu esperar para um outro momento.
Mariazinha olhou para aquele envelope com as notas [música] amassadas e sentiu um aperto no peito. Ela sabia exatamente
o que aquilo significava. Se usasse o dinheiro para a viagem, não sobraria
nada para comida, [música] nada para remédio, nada para emergências. Mas ela
também sabia que Deus estava [música] chamando o marido para algo maior. Então
ela tomou uma decisão de fé que mudaria tudo. Vai, meu amor, Deus vai cuidar da
gente, [música] incentivou ela. O marido hesitou, olhou para os cinco filhos
correndo pelo quintal de terra [música] batida. Olhou para Mariazinha, olhou para as latas de mantimento que estavam
pela metade. Ele sabia que estava deixando a família numa situação apertada, [música]
mas ele sentia que aquele era um dia preparado por Deus para sua vida. Chegando o dia, ele beijou cada filho
[música] na testa, demorou um pouco mais com a caçula, que chorou, agarrada no pescoço dele, e abraçou Mariazinha por
um longo [música] tempo. Deus não vai te abandonar. Eu volto [música] logo. E
então ele partiu. Dois dias descendo o rio de barco e
Mariazinha ficou sozinha no meio da floresta com cinco crianças, algumas latas de mantimento e a fé. Os dois
primeiros dias foram tranquilos. Mariazinha cozinhou o resto do feijão,
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