“VÃO ME DESPEJAR AMANHÔ, DESABAFOU A FAXINEIRA GRÁVIDA… E O EMPRESÁRIO TOMOU UMA DECISÃO…

“VÃO ME DESPEJAR AMANHÔ, DESABAFOU A FAXINEIRA GRÁVIDA… E O EMPRESÁRIO TOMOU UMA DECISÃO…

Você já imaginou perder o teto na véspera de dar à luz? Foi assim que tudo começou naquela noite chuvosa, na cobertura silenciosa de Henrique Arantes, em Vila Aurora.

Lívia, a faxineira de uniforme gasto, sentou-se à mesa da cozinha e ligou para a mãe. Henrique voltara mais cedo do escritório e, ao ouvir passos, parou no corredor. Então veio o sussurro que atravessou a casa como um raio: “Vão me despejar amanhã”.

Do outro lado da linha, a mãe oferecia vender o pouco que tinha. “Não, mãe… a senhora está doente”, Lívia soluçava, acariciando a barriga já pesada. “O dono disse que de manhã chama a polícia. Eu não tenho para onde ir.” Henrique sentiu a garganta fechar. Ele tinha metros e metros de luxo… e ela tinha medo de dormir na rua grávida.

O assoalho rangeu. Lívia virou-se, olhos vermelhos, vergonha estampada. “Desculpa, senhor Henrique. Eu já terminei. Foi só um problema…” Ela tentou sorrir, mas a voz quebrou.

Henrique respirou fundo, como quem assina um contrato sem ler a cláusula mais perigosa. “Quanto falta do aluguel?”
“Não precisa… eu não pedi nada!”
“Eu perguntei.”
Ela disse o valor, quase inaudível. Para ele era um jantar; para ela, o abismo.

Minutos depois, Henrique já falava com o proprietário, quitava a dívida e garantia mais três meses. Quando desligou, Lívia cobriu o rosto. “Eu nunca vou conseguir pagar.”
“Não é empréstimo”, ele respondeu. “É tempo. E tempo muda destinos.”

Mas havia algo pior: mesmo sem despejo, ela não tinha casa. Henrique apontou para um corredor esquecido. “O quarto de serviço está vazio. Banheiro, cozinha pequena… fica aqui até se organizar.” O silêncio pesou. Até o bebê pareceu parar.

Naquela noite, Lívia chegou com duas malas. Henrique carregou as duas, colocou lençóis novos, uma luminária e, sem saber por quê, um vaso de flores. Quando ela viu, as lágrimas voltaram, só que agora eram de esperança. “Ninguém nunca pensou em mim assim.”

Antes de dormir, Henrique encontrou um bilhete dobrado sobre a chave: “Obrigada por não me deixar cair.” Ele ficou olhando a frase, lembrando do próprio passado, quando também quase perdeu tudo. Na janela, pediu a Deus um sinal e então sentiu paz pela primeira vez.

Nos dias seguintes, o apartamento mudou. Café quente ao amanhecer, risadas tímidas, consultas marcadas com uma obstetra particular em Campina do Vale. No ultrassom, o som do coração encheu a sala, rápido e firme. Lívia segurou a mão de Henrique sem perceber. “É um menino”, anunciou a médica. E Henrique sorriu como se tivesse encontrado, finalmente, um propósito.

Quando Davi nasceu, numa tarde de primavera, Henrique chorou sem pedir desculpas. Segurou o bebê e sussurrou: “Eu estou aqui.” Lívia viu ali não o patrão, mas um homem acordado.

Meses depois, ela juntou coragem. “Eu posso ir embora. Já achei um lugar.”
Henrique respondeu baixo: “E se eu não quiser?”
Ele confessou o amor, pediu para ser pai de verdade. Lívia aceitou, com o coração inteiro.

O que era uma cobertura vazia virou lar, e a dor de uma véspera virou promessa cumprida enfim.

“Se você acredita que nenhuma dor é maior que a promessa de Deus, comente: EU CREIO! E diga também: de qual cidade você está nos assistindo?”

Related Posts

Our Privacy policy

https://tl.goc5.com - © 2026 News